A AMAZÔNIA AZUL NO MAPA… E NA SALA DE AULA!
Durante muito tempo, quando a gente pensava no território brasileiro, imaginava apenas o que está sobre a terra firme. Mas o Brasil é muito maior do que isso. Além das florestas, cidades e rios, existe uma imensa área marítima sob jurisdição nacional: a Amazônia Azul.
Agora, essa dimensão oceânica passou a ganhar o destaque que merece.
A nova edição do Atlas Geográfico Escolar, lançado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passou a incluir oficialmente os limites da Amazônia Azul — a extensa área marítima que se projeta desde o litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira. Isso significa que, pela primeira vez, os mapas escolares apresentam o Brasil considerando também seu território no mar.
Foi por acaso?
Claro que não! Desde 2019, por iniciativa da Marinha do Brasil, foram realizadas reuniões com o Ministério da Educação e o IBGE para ampliar a presença do conceito da Amazônia Azul em livros didáticos, atlas e publicações oficiais. O objetivo é claro: fortalecer a mentalidade marítima dos brasileiros, especialmente das novas gerações. Afinal, o mar faz parte da nossa identidade, da nossa economia, da nossa soberania e do nosso futuro.
E no currículo escolar?
O avanço foi além dos mapas. A partir do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) 2023, o tema já começou a aparecer nos materiais do Ensino Médio. A expectativa é que, até 2027, todos os níveis de ensino estejam atualizados.
Em 2025, o Brasil deu um passo ainda mais significativo: a inclusão estruturada da Economia Azul na educação escolar. A medida foi oficializada pelo Decreto Presidencial nº 12.363, que aprovou o XI Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM).
É a primeira vez que um país incorpora de forma organizada a cultura oceânica ao currículo nacional.
Mas o que isso muda na prática?
Significa que estudantes passam a aprender, desde cedo, sobre:
- A importância estratégica do oceano para o Brasil;
- A geração de empregos ligados ao mar;
- A exploração sustentável dos recursos marinhos; e
- A preservação ambiental e a ciência oceânica.
Mais do que uma atualização cartográfica, trata-se de uma mudança de perspectiva. O mar deixa de ser apenas paisagem e passa a ser reconhecido como parte integrante do território nacional.
OU SEJA...
Ao inserir a Economia Azul nas escolas e incluir a Amazônia Azul nos mapas oficiais, o Brasil demonstra visão de longo prazo. Não se trata apenas de ensinar geografia ou biologia, mas de desenvolver pertencimento e corresponsabilidade. Conhecer o mar é o primeiro passo para valorizá-lo.
Valorizar é condição para proteger. E proteger é garantir que essa imensa riqueza continue sendo parte do futuro do País. A Amazônia Azul agora está no mapa…
… e também está na formação de cada nova geração de brasileiros!