Page 119 - Relatório de Gestão 2025
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exercícios de atendimento pré-hospitalar em ambiente tático, armadi- tiveram como objetivo fornecer dados hidrográficos e geofísicos
lhas, navegação por GPS e carta-bússola, natação utilitária e técnicas para fundamentar a Submissão Parcial Revista da Margem Oriental
de conduta em patrulha, bem como intenso treinamento de manuseio Meridional, então em análise pela CLPC.
e operação do armamento orgânico (pistola, fuzil e metralhadora MAG)
por meio de ataques noturnos, tiro de combate e fogo em movimento No plano diplomático, 2025 foi um ano de conquistas e avanços
em diferentes condições de luminosidade. Adicionalmente, desenvol- significativos. Em fevereiro, durante a 63ª Sessão da CLPC em Nova
veram-se atividades voltadas à liderança e à tomada de decisão, in- Iorque, foi concluída a análise da Margem Equatorial e iniciada a
cluindo do tiro institivo e emprego de banner cognitivo do ciclo O.O.D.A. apreciação da Margem Oriental/Meridional. Em 26 de março, a
(Observar, Orientar, Decidir, Agir) em nível de esquadra de tiro, além de publicação das Recomendações da ONU oficializou a aprovação da
marchas extenuantes entre áreas de instrução e a pista multipropósito. Margem Equatorial, garantindo ao Brasil direitos de soberania sobre
O ADST-EQ-FFE/2025 consolidou padrões de preparo, padronizou téc- cerca de 360 mil km² de área marítima além das 200 milhas náuticas. As
nicas, táticas e procedimento e contribuiu de forma significativa para a sessões seguintes da CLPC, realizadas em julho e novembro, dedicaram-
manutenção e a elevação do nível de prontidão da FFE. se à análise técnica detalhada da Margem Oriental/Meridional, com
discussões sobre a definição da Base do Talude Continental (BOS), um
Levantamento da Plataforma Continental (LEPLAC) parâmetro crítico para a delimitação. Embora tenham sido registrados
progressos, especialmente na região dos Cânions da Bahia, a CLPC
Ao longo de 2025, o Brasil realizou atividades essenciais para a
ampliação e consolidação dos limites de sua plataforma continental, por apontou a necessidade de complementação de dados e ajustes em
outras áreas.
meio do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira
(LEPLAC), coordenado pela MB. O esforço concentrou-se tanto na
coleta de dados técnicos no mar quanto na atuação diplomática junto
à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU.
Duas comissões oceanográficas foram conduzidas pelo Navio de
Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira” em 2025. A primeira,
denominada LEPLAC ERG, ocorreu de 21 de janeiro a 28 de fevereiro,
na região da Elevação do Rio Grande, com a sondagem de 3.600 milhas
náuticas (aproximadamente 6.666 km) e o mapeamento de 55.257
km². A segunda, LEPLAC NORDESTE, realizada entre 19 de maio e 11
de julho, atuou na área entre o Monte Submarino Paraíba e os montes
submarinos da Bahia, percorrendo 5.860 milhas náuticas (cerca de
10.850 km) e mapeando mais de 101.777 km². Esses levantamentos Adestramento de Postos de Abandono
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