Page 94 - Relatório de Gestão 2025
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Operação Jeanne d’Arc


           Realizada entre 14 de março a 2 de abril de 2025, a Operação Jeanne
       d’Arc consistiu em um exercício combinado de elevada complexidade
       entre a MB e a Marinha Nacional da França. O exercício se desenrolou
       em duas fases principais: uma fase naval, conduzida entre o Rio de
       Janeiro e  Fortaleza, e  uma  fase  anfíbia  e  terrestre, executada  nos
       municípios  de  Fortaleza, Maranguape  e  São Gonçalo do Amarante,
       no Ceará. A missão central foi realizar um adestramento combinado
       de Evacuação de Não Combatentes (ENC) por meio de uma Operação
       Anfíbia, além de apoiar a formação de cadetes franceses, fortalecendo
       a cooperação e a interoperabilidade entre as duas marinhas.


           A operação mobilizou 736 militares, sendo 536 brasileiros e 200
       franceses.  A  MB  empregou  o  Navio-Doca  Multipropósito  (NDM)
       “Bahia”, um  NPaOc, aeronaves  UH-15  Super  Cougar, oito viaturas
       blindadas anfíbias, uma viatura ASTROS  LMU e uma ampla gama
       de meios terrestres e de engenharia da FFE. A Marinha Nacional da
       França participou com o Porta-Helicópteros Anfíbio “Mistral”, a Fragata
       “Surcouf”, um destacamento da Legião Estrangeira e 200 Guarda-
       Marinhas oriundos da École Navale (Escola Naval).


           As  atividades  incluíram  o adestramento  combinado de  cadetes
       franceses  em  técnicas  de  combate  e  sobrevivência  no  Campo  de                                                                 Operação Jeanne d’Arc-2025
       Instrução General Manoel Theophilo; a execução de uma complexa
       Operação Anfíbia de Evacuação de Não Combatentes no Porto do                         A Jeanne d’Arc 2025 reafirmou a parceria estratégica entre Brasil e
       Mucuripe, envolvendo planejamento, desembarque e controle de área;               França, resultando em um significativo avanço na interoperabilidade,
       a  integração  de  forças  em  simulações  de  crise  com  coordenação           no intercâmbio de conhecimentos e no adestramento conjunto para
       interagências; o emprego coordenado dos navios “Bahia” e “Mistral”;              operações anfíbias e de assistência humanitária. A operação consolidou
       a  montagem  de  uma  Base  Expedicionária  completa  com  toda  a               a capacidade de ambas as marinhas atuarem de forma coordenada
       infraestrutura logística e de apoio; e uma experimentação doutrinária            em cenários internacionais complexos, contribuindo para a segurança
       por meio de um Jogo de Guerra focado no desenvolvimento de conceitos             regional e para o aprofundamento dos laços de amizade entre os dois
       futuros para Operações Litorâneas.                                               países.
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