Page 8 - Relatório de Gestão 2025
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M EN S A G EM DO
COMANDANTE DA MARINHA
A história das Nações ensina, de modo inequívoco, que o mar
não constitui mera moldura geográfica, mas dimensão vital de poder,
liberdade, prosperidade e preservação dos interesses permanentes
da Nação. No caso brasileiro, essa verdade adquire relevo demais
pronunciado. A formação do Estado, a proteção da soberania, a
integração com o exterior, a circulação de riquezas, a exploração de
recursos estratégicos e a projeção de presença soberana no Atlântico
Sul entrelaçam-se intimamente ao domínio, ao uso seguro e à
compreensão estratégica do espaço marítimo. Em tempo de acirrada
competição geopolítica, de renovada valorização do poder dissuasório e
de crescente sensibilidade das cadeias logísticas globais, avulta, ainda
mais, a centralidade do mar para a segurança e a defesa nacionais.
No Brasil, essa centralidade do mar ganha expressão concreta em
números que, por sua magnitude, recomendam vigilância, presença e
capacidade de pronta resposta. A área marítima nacional totaliza cerca
de 5,7 milhões de km²; o entorno estratégico alcança aproximadamente
55 milhões de km²; a área de busca e salvamento sob responsabilidade
brasileira supera 14,1 milhões de km²; e a malha hidroviária compreende
cerca de 63 mil quilômetros de rios navegáveis, dos quais 20 mil são
economicamente viáveis. Por essas vias transitam cerca de 95% da
pauta comercial exterior brasileira, ao mesmo tempo em que 99%
das comunicações do País com o restante do mundo dependem da
integridade dos cabos submarinos distribuídos ao longo do litoral. A
essa realidade soma-se, ainda, o recente reconhecimento internacional
de parcela adicional da Plataforma Continental Brasileira na Margem
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