Page 85 - Relatório de Gestão 2025
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As operações exercitaram um amplo espectro de capacidades de Os principais desafios enfrentados incluíram o planejamento e a
alto nível. Isso incluiu tiro real com armas orgânicas e apoio de fogo condução do adestramento com emprego de munição real e meios
simulado (naval, aéreo e de artilharia); controle aerotático e defesa blindados, bem como a execução de tarefas complexas de Reconheci-
antiaérea, com tiro real de mísseis MSA Mistral e metralhadoras .50 mento, Descontaminação NBQR e Comando e Controle. Como entrega
contra alvos aéreos; a instalação e operação de uma Base Aérea Ex- fundamental para a sociedade, essas operações conjuntas assegura-
pedicionária em cenário anfíbio; deslocamentos em comboio e pro- ram a manutenção da capacidade operativa e do pronto emprego do 3º
cedimentos de tiro com Carros Lagarta Anfíbios; e reconhecimento Batalhão de Proteção e Defesa NBQR e de outras unidades da FFE. Des-
geográfico por Observadores Aéreos. A integração foi abrangente, sa forma, contribuíram para o fortalecimento da capacidade de defesa
envolvendo blindados, artilharia de 105 mm, viaturas logísticas e de nacional em cenários anfíbios, expedicionários e de alta intensidade.
engenharia, capacidades NBQR e aeronaves como UH-12, UH-15, AF-1 A interoperabilidade exercitada entre infantaria, blindados, artilharia,
e o sistema remotamente pilotado RQ-1 ScanEagle. O controle do es- engenharia, aviação naval, defesa antiaérea e capacidades NBQR con-
paço aéreo foi garantido com apoio da Força Aérea Brasileira, asse- solidou a Marinha do Brasil como uma força integrada e permanente-
gurando a segurança das atividades com munição real. Unidades de mente preparada para atuar em operações combinadas e conjuntas de
operações especiais, ribeirinhas, controle de tráfego aéreo, comuni- elevada complexidade, em prol da soberania e da segurança do país.
cações, ciberdefesa e alunos do Centro de Instrução Almirante Sylvio
de Camargo (CIASC) também participaram, ampliando a integração Operação ATLAS-SEGMAR
intercapacidades e interforças.
A Operação Atlas é um exercício conjunto, coordenado pelo MD,
que reúne Marinha, Exército e Aeronáutica em um esforço integrado
para aprimorar a atuação das Forças Armadas no território amazônico.
A Operação representa uma otimização em relação a operações
semelhantes anteriores. Está alinhada ao calendário regular de
treinamentos do MD e ao compromisso do Brasil com a proteção da
Amazônia e a promoção da soberania nacional.
A Operação foi desenvolvida em três fases:
• Fase 1: Realização do planejamento conjunto, com definição de
estratégias, integração de ações e ambientação dos participantes.
• Fase 2: Deslocamento estratégico de meios e efetivo para a
Amazônia.
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